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terça-feira, 18 de maio de 2010

Wall-e



Em tempos de Aquecimento Global é comum a reflexão sobre nosso estilo de vida, nossas atitudes e no que elas interferem no meio ambiente. O consumismo exagerado do mundo moderno aumenta a produção de lixo que, por falta de conscientização das pessoas (ou de um programa de reciclagem eficiente), continuam poluindo nosso planeta. Pense bem: O computador que você tem hoje, amanhã será substituído por outro menor e mais avançado. O celular que hoje você leva no bolso, amanhã já estará ultrapassado. Essa incrível velocidade de produção e avanço tecnológico cria na mente das pessoas a necessidade de se desfazer de quase tudo muito facilmente, e com isso o lixo vai aumentando.
Wall-e, o nono longa-metragem da Pixar, dirigido por Andrew Stanton (Procurando Nemo), joga na cara do público essa realidade de forma brilhante como só a Pixar sabe fazer. O estúdio, aliás, consagra-se como o mais criativo e autoral da animação em Hollywood, criando personagens com coração e emoções únicas.
Logo no início somos apresentados a um planeta Terra diferente, mas ainda assim muito familiar. Com a atmosfera cheia de poeira e lixo espacial, a Terra surge amarelada como uma enorme bola de sujeira no espaço. Montanhas de lixo e enormes arranha-céus de entulho completam a paisagem.
Toda essa desolação tem uma justificativa: O homem produziu tanto lixo que o planeta tornou-se inabitável. A solução para salvar a população mundial foi embarcar todo mundo em uma grande nave espacial chamada Axiom. Um verdadeiro cruzeiro que fica vagando no espaço aguardando a possibilidade de um dia retornar à Terra. Nesse ponto o filme faz uma crítica às grandes corporações que só pensam em produzir e vender cada vez mais, não se preocupando com políticas sociais de proteção ao meio ambiente. O logo da fictícia BnL aparece quase o tempo todo durante a projeção, desde um posto de gasolina abandonado até na própria nave Axiom.
Wall-e é o único “sobrevivente” de uma frota de robozinhos criada pela BnL para organizar e limpar o lixo do planeta. Sua única companheira é uma baratinha que o acompanha todos os dias pelas ruas empoeiradas onde ele compacta o lixo, empilha os blocos e sonha com um mundo diferente. Sozinho no meio do caos, Wall-e coleciona objetos variados como uma tampa de lata de lixo e um isqueiro, encontrando inspiração no vídeo Put On Your Sunday Clothes de Alô, Dolly (1969) que ele assiste em uma cópia antiga de VHS. Para Wall-e, o vídeo é o mais próximo que ele consegue se sentir de uma vida feliz de verdade.
O olhar triste do robô ganha nova esperança quando uma nave misteriosa traz à Terra a robozinho EVA. Totalmente digital e enviada para uma missão especial, EVA vai se deixando conquistar aos poucos por Wall-e, com seu jeito desastrado e romântico. O primeiro “diálogo” dos robôs chama a atenção por transmitir o essencial sem o uso de narrativa em off ou de qualquer outra explicação, apenas com ruídos, movimentos e olhares. A primeira parte do filme, aliás, é toda sem diálogo algum, mas consegue com sucesso passar a mensagem e as emoções de Wall-e graças à habilidade da Pixar em criar personagens tridimensionais.
Ao ingressarmos na nave Axiom na companhia de Wall-e e EVA somos apresentados a humanos obesos, incapazes de andar que se movimentam sempre guiados por poltronas automáticas e trocam de roupa sempre com a ajuda de um botão. É a terrível visão do futuro de uma sociedade sedentária, acomodada e acostumada com tudo rápido e à seu alcance. A partir desse ponto Wall-e faz novos amigos e o filme ganha um ritmo mais acelerado que vai agradar principalmente as crianças.
A mistura de ficção científica, com grandes referências a clássicos do cinema como “2001: Uma Odisséia no Espaço” e “Blade Runner”, mesclada ao clássico conto da Disney “A Dama e o Vagabundo” tornam o filme uma obra prima de mensagem universal. Com esse roteiro inteligente, Wall-e não é só uma ótima diversão para crianças, jovens e adultos; Uma obra prima do cinema de animação ou ainda o melhor filme da Pixar. É também uma lição de casa que deve ser aprendida por todos nós.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Teaser Trailer de Alice no País das Maravilhas

Já caiu na rede o teaser trailer de Alice no País das Maravilhas. O filme de Tim Burton será lançado em 2010 em 3D.
Assista abaixo o belo preview:

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Harry Potter e o Enigma do Príncipe

Após uma longa pausa de dois anos o sexto Harry Potter estreia com uma expectativa alta.
Mesmo atrasado e sem um novo lançamento literário para alavancar seu sucesso, O Enigma do Príncipe mostrou que a série ainda desperta interesse no público. Os números da bilheteria americana da primeira sessão exibido na meia noite desta quarta feira por todo o país estão ai para provar: $20.000.000,00 segundo a Folha Ilustrada.
Verdade seja dita: o filme é controverso. A maioria das críticas elogiou e uma parcela detonou. Afinal o filme é bom ou ruim?
O Enigma do Príncipe é de longe o maior avanço que a série obteve no cinema no que diz respeito à produção. Todos os quadros são muito bem definidos e as cenas parecem obras de arte de tão elegantes. Com cores mais escuras e uma trilha sonora mais sinistra o filme reflete a atmosfera de perigo e medo em que vivem os personagens. Os corredores de Hogwarts estão mais longos, o Salão Principal está mais sombrio e até a casa dos Weasley, que em A Câmara Secreta era colorida e engraçada, aqui assume um tom cinzento no meio de um pântano ameaçador.
Tamanha preocupação com essa atmosfera pesada é reflexo do momento atual em que a série está. Após a volta de Voldemort seu exército de Comensais da Morte espalham o pânico no mundo mágico e não mágico (trouxa). Visivelmente preocupado com a batalha final que se anuncia, Dumbledore se aproxima mais de Harry convencendo-o à recuperar uma lembrança do Professor de poções Horácio Slughorn (Jim Broadbent) que revelaria a chave para se derrotar o Lorde das Trevas. Enquanto isso, Draco Malfoy teria recebido uma missão nada fácil de Voldemort. Snape, após o apelo da mãe de Draco, o ajudaria na tarefa. Tom Felton rouba a cena como o inimigo de Harry Potter dentro de Hogwarts. Como um vilão receoso e covarde, ele transpassa o medo e a arrogância dignos do personagem que pela primeira vez ganha mais tempo de tela. O mesmo vale para Alan Rickman que tem mais espaço como Snape nesse filme e interpreta majestosamente bem.
As interpretações são casos à parte. Michael Gambon como Dumbledore transmite todas as emoções ao público, afinal se o diretor de Hogwarts está preocupado é sinal de que algo realmente ruim vai acontecer. O discurso inicial que ele faz no Salão Principal relembrando os tempos de escola de Tom Riddle são exemplos disso.
O filme se apóia nas relações de Harry e Dumbledore e na do trio Harry, Rony e Hermione. Como os tempos já não são bons e algo ruim se aproxima, nada mais natural que a união entre os amigos e as pessoas queridas. Houve muita reclamação do romance predominante no roteiro, mas isso é tratado de forma tão natural e sem nenhum tipo de exagero. O próprio livro já mostrava os personagens namorando, flertando e o filme retrata isso de forma bastante fiel.
As cenas de ação são poucas e muito curtas. A batalha final em Hogwarts foi cortada para não estragar o clímax do último filme onde também ocorre uma batalha na escola. Decisão acertada para não deixar a trilogia final repetitiva. Um triunfo de Enigma do Príncipa é ter os dois últimos filmes como apoio, assim o que faltou nesse e o que não foi explicado tem os dois últimos pra amarrar as pontas.
Apesar do filnal rápido que deixou muita gente com cara de interrogação, da aparente suavidade com que David Yates retratou a maior tragédia da saga nos últimos minutos e que quando a identidade do príncipe é revelada somente quem leu o livro saberá porque o tal personagem é conhecido por príncipe (ninguém se importa pois isso ficou encoberto no decorrer do filme) O Enigma do Príncipe demonstra um potencial nunca imaginado no início da série no cinema.
É um ótimo filme com uma evolução em qualidade inédita no cinema atual.
Fãs podem não gostar, mas cinema é assim.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Teaser Trailer de Percy Jackson e os Olimpianos

O novo Harry Potter?

É assim que muitos se referem à Percy Jackson, protagonista de uma série de livros infanto juvenis que ganhará uma versão para os cinema em 2010. Eu conferi o primeiro livro da série, O Ladrão de Raios, e na minha opinião Rick Riordan tem de comer mais arroz e feijão pra se igualar à J. K. Rowling no que diz respeito à narrativa. O livro tem muita aventura e mitologia e nesse ponto sai na frente. Porém, as inúmeras referências à Harry Potter me incomodaram um pouco, mas isso pode mudar com o filme.

Apesar de ter achado o livro regular, o teaser empolga pelo suspense e o visual fantástico. Como o vídeo revela, o Monte Olimpo fica acima do edifício Empire State em Nova York e Percy Jackson, um garoto com problemas na escola, descobre ser filho do deus dos mares Poseidon e mergulha em uma aventura fantástica para descobrir quem roubou o raio mestre de Zeus, que está furioso.

Chris Columbus, diretor de Harry Potter 1 e 2, assina mais essa adaptação. Só o teaser de Percy Jackson já é melhor que todo o filme de A Pedra Filosofal, resta saber se Columbus finalmente pegou o jeito. Não há dúvidas de que será sucesso.

Maratona Harry Potter: Impressões sobre os 5 filmes da série

Com a estreia do sexto filme da série, O Enigma do Príncipe, nada mais normal que avaliar todos os filmes lançados até o momento. Começando com a busca à Pedra Filosofal e terminando com a Ordem da Fênix.

As impressões sobre O Enigma do Príncipe entram na noite dessa Quarta-Feira.


Harry Potter e a Pedra Filosofal

A primeira adaptação da série para o cinema foi cercada de grande expectativa. Após os rumores de que a aventura se passaria nos Estados Unidos e que Harry seria interpretado por Haley Joel Osment (O Sexto Sentido), o filme finalmente tomou forma pelas mãos do diretor Chris Columbus (e não Steven Spielberg como muitos fãs gostariam na época).
Columbus tratou a obra de Rowling com muito respeito. Respeito até demais. Com medo de decepcionar milhões de fãs, o diretor e sua equipe mantiveram quase todos os elementos do livro o que resultou em um filme carregado, porém vazio.
Quando A Pedra Filosofal estreou em 2001 os fãs já liam o 4° livro da série, O Cálice de Fogo e os cinemas estavam lotados de crianças, jovens e adultos curiosos que não se incomodaram com as mais de 2 horas de projeção.
O maior problema do filme é a quantidade de informações. Sapos de chocolate, Figurinhas de bruxos famosos e feijõezinhos de todos os sabores invadem a tela. À todo momento um personagem solta alguma explicação para os elementos do mundo mágico. Com isso a história não flui e os eventos principais como a busca de Voldemort pela pedra filosofal ficam apagados diante do fascínio pela magia.
Com mais ousadia e alguns cortes o filme ficaria mais coeso e menos cansativo.
Por outro lado é mérito de Columbus o visual do mundo mágico. Hogwarts surge magestosamente e os atores estão perfeitamente caracterizados. A trilha sonora do mestre Jhon Williams tornou o tema do bruxo reconhecido no mundo todo. Um começo regular que poderia ter sido melhor, para uma história ótima.

Harry Potter e a Câmara Secreta

O segundo filme da série estreou em 2002 com a missão de superar o antecessor. Ainda com Columbus na direção, o segundo episódio trouxe algumas novidades, sendo Dobby, o elfo doméstico digital a maior delas.
O humor ficou mais evidente e com a presença de Kenneth Branagh como professor de Defesa Contra as Artes das Trevas a série ganhou novo fôlego.
Sem a necessidade de introduzir as bugigangas mágicas e dessa vez com um roteiro menos gorduroso, o filme ficou mais redondo que o anterior, com grandes melhorias nos efeitos visuais e mais cenas de ação. Com tudo ainda faltava à série uma maior profundidade. Os acontecimentos ainda são tratados com leveza (o maior público ainda era o infantil) o que atrapalhou o suspense da trama e deixou elementos importantes do livro sem muito espaço, como a questã odo preconceito entre sangues puros e sangues ruins.
Ainda assim, com um clímax mais emocionante que o filme anterior e com o primeiro contato de Harry com uma Horcruxe (ainda que ele não soubesse disso) foram suficientes para o filme arrastar mais uma vez um grande público para os cinemas.




Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban


O divisor de águas da série chegou em 2004 dirigido pelo mexicano Alfonso Cuarón. O terceiro livro da série era considerado o melhor e a Warner Brothers queria o mesmo para o filme.
A atmosfera dos livros foi finalmente representada de forma digna nas telas. Azkaban trouxe mais profundidade ao personagem de Harry Potter e pela primeira vez é possível entender os sentimentos do menino que sobreviveu.
A geografia de Hogwarts também mudou. No lugar dos terrenos abertos dos primeiros filmes, surge um terreno montanhoso e cheio de mistérios. O visual deslumbrante encheu as telas de magia e os perigos tornaram-se mais críveis.
O uso correto e sem exageros dos efeitos especiais combinados com a bela fotografia trouxeram um Harry Potter com cara de cinema sem perder sua essência literária.
Dessa vez os personagens passam mais tempo fora do castelo, correndo pela floresta ou passando de um cenário à outro, tornando o filme mais dinâmico.
Com a morte de Richard Harris, Michael Gambon assume o lugar de Dumbledore com mais energia.
Azkaban é considerado por muitos o melhor filme e tornou mais difícil o trabalho dos diretores que assumiram o lugar de Cuarón nos próximos filmes da série.



Harry Potter e o Cálice de Fogo


Com a recusa de Cuarón, que alegou estar cansado, a difícil missão de dirigir o sucessor de Azkaban caiu nas mãos do inglês Mike Newel.
O Cálice de Fogo trouxe a ação de volta à série e apesar dos cortes gritantes (criaram uma grande expectativa para a copa de quadribol e de repente... cadê o jogo?) o filme foi o mais divertido e o mais rápido. Com o humor e a sensação de perigo iminente do início ao fim, as horas passaram rápidas no cinema.
O grande clímax é o retorno de Voldemort, com Ralph Fiennes roubando a cena como a reencarnação do mal.
Inaugurando a contagem de corpos, vítimas de Voldemort, O Cálice de Fogo termina com chave de ouro, mesmo não conseguindo superar a fantasia de Azkaban.







Harry Potter e a Ordem da Fênix



Para comandar o quinto episódio da série entrou em cena o britânico David Yates. Pouco conhecido no cinema, David é famoso no Reino Unido por produções para a TV.
Outra surpresa foi a saida do roteirista Steve Kloves e a chegada de Michael Goldenberg para assumir seu lugar.
Apesar da surpresa inicial, Ordem da Fênix foi o melhor filme da série até o momento, com uma trama que envolve política, difamação pública e preparação para a guerra. Foi um Harry Potter sombrio e melancólico.
Imelda Staunton é o grande destaque como a professora e alta inquisidora de Hogwarts, Dolores Umbridge.
Com o ministério da magia fazendo vista grossa ao retorno de Voldemort e controlando o ensino na escola de bruxaria a fim de evitar uma rebelião, o filme mostra uma espécie de ditadura nunca antes vista no universo potteriano.
A batalha de Voldemort e Dumbledore no final é curta, mas demonstra com maestria o que podemos esperar do último filme da série.


terça-feira, 30 de junho de 2009

A Vingança dos Derrotados



O primeiro Transformers foi um dos melhores blockbusters do verão americano de 2007. Me lembro de ter saido do cinema com um sorriso enorme estampado no rosto.
Nesse mês aconteceu a estréia mundial de Transformers: A Vingança dos Derrotados. Um título bem engraçado, você já viu um vencedor se vingar? Brincadeiras à parte, o título é tradução literal do original Revenge of the Fallen, que brinca com o nome do grande vilão do filme (Fallen em português é caído, derrotado). Mas com certeza todo mundo que acompanhou a produção do filme já sabia disso.
Eu, como todo bom viciado, fui conferir a nova produção e, mesmo com tantas críticas negativas, fui tirar minhas próprias conclusões.
O filme começa com muita ação e não decepciona. Se você é fã do gênero e adora ver tudo explodindo e voando pelos ares, esse filme é pra você.
Michael Bay não economiza e coloca toda a ação sob uma lente de aumento. Aliás, A Vingança dos Derrotados é uma versão com anabolizantes de seu antecessor.
Para nossa alegria, eu quero dizer a molecada em geral, Megan Fox está de volta e sua primeira cena na moto é quase desconcertante de tão sexy.
Um ponto positivo é que o filme está repleto de bom humor. Os pais de Sam estão bem mais engraçados e aparecem mais que no primeiro filme (aparecem até demais) com destaque para a sequência da faculdade. Os comentários irônicos e as situações embaraçosas envolvendo Sam dão fôlego à produção, afinal diante de tanto metal os seres humanos acabam quase ocultos.
Os efeitos especiais são os melhores que vi e tudo parece real.
Pontos negativos existem, e não são poucos, mas o que mais me incomodou foi o ritimo. Por tudo ser tão exagerado o clímax final ficou um pouco cansativo. Usar robôs gêmeos como alívio cômico só piorou já que os dois não têm a menor graça. Mas o filme vale a pena pela tecnologia, o bom humor, a ótima produção e a ação desenfreada. Enfim, não crie grandes expectativas, afinal Transformers é uma diversão descompromissada.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Os Estranhos


Casal enfrenta crise na relação e após uma festa de casamento se abrigam em uma casa de férias no meio do NADA.
Altas horas da noite uma forte batida na porta os assusta e ao abrirem a porta se deparam com uma menina de rosto oculto no escuro que pergunta por uma tal de Tamara.
Após informarem a garota que não conhecem nenhuma Tamara e que ela está enganada. O casal volta para o conforto do lar.
Eis então que tudo o que não pode acontecer em um filme de terror acontece.
O cara sai pra comprar cigarros e deixa a mocinha indefesa sozinha numa casa sinistra no meio do nada mesmo após a visita da tal garota de rosto oculto tê-la assustado.
Apesar de tantos clichês, Os Estranhos funciona e eu vou dizer o porque.
A trilha sonora e a fotografia, o enquadramento são muito bem planejados pra deixar a platéia alerta.
Liv Tyler convence com o seu pavor.
Apesar de não dar muitas explicações e deixar um gancho gigante pra uma continuação, é um ótimo filme pra se alugar e assistir numa noite de chuva com os amigos.
Nada mais que isso. Nenhuma obra prima. Mas diverte e assusta.
Uma cena que não vai sair da minha cabeça é Liv Tyler, parada na cozinha, totalmente "sozinha" e assustada com barulhos que andou escutando do lado de fora da casa. Quando de repente surge no escuro, próximo à porta, com um saco na cabeça imitando uma máscara sinistra, espreitando a pobre e indefesa mulher, que não percebe a presença do assassino. Isso sem nenhum ruído, sem nenhum "BAM" comuns nas trilhas sonoras de terror. E talvez por isso a cena seja a mais perturbadora do filme.

Vampiros do Crepúsculo



Primeira postagem de 2009. Feliz ano novo pra todos (como se muita gente lesse isso aqui).
Vou começar falando do filme-sensação-emo-adolescente-fofinho Crepúsculo!!!
Antes de mais nada, confesso que não lí o livro da escritora cujo nome me foge agora, e não sou fã da série de romance criado por ela, no entanto a história de amor de um vampiro e uma mortal me pareceu, mesmo que um pouco, interessante.
Fui conferir o filme e já tinha umas idéias de como ele deveria ser. Imaginei muita ação e aventura. Um romance proibido. A mocinha seria perseguida por vampiros sedentos por seu sangue numa batalha alucinante.
Pois bem, o filme se mostrou totalmente o oposto.
Pra começar, os efeitos estão muito ruins, muito mal feitos, parecem a novela Os Mutantes da record.
Os vampiros são tão brancos quanto o gasparzinho e ainda são capazes de andar durante o dia, aparecem em espelhos e quando expostos ao sol eles se transformam em "PURPURINA". Ok, não é bem purpurina, eles apenas brilham e parecem cristais, mas a cena é tão ridícula que é impossível não rir de tão besta.
O mais idiota é que certas propagandas estão vendendo o filme como: "O filme mais romântico depois de Titanic". Isso é a maior enganação.
Faltou mais agilidade, mais ousadia. Onde já se viu um filme com vampiros que nem mostram os dentes?
As meninas românticas com certeza irão gostar, e pra ser justo, Crepúsculo não é dos piores filmes, mas poderia ser muito mais do que prometeu.

domingo, 19 de outubro de 2008

O NEVOEIRO



Inspirado em livro de Stephen King, O NEVOEIRO é um filme excelente. Depois de uma tempestade os habitantes de uma pequena cidadezinha vão ao mercado para estocar seus armários antes que uma nova tempestade venha. De repente todos são surpreendidos por um nevoeiro que toma conta de todo o ambiente externo e sem saída, todos acabam ficando presos dentro do mercado. Após constatarem a existência de monstros do lado de fora todos passam à se questionar sobre o que de fato é o nevoeiro.
Partindo da premissa de que o ser humano é mal por natureza e nossa convivência em sociedade só é efetiva por seguir determinadas regras, o filme mostra como as pessoas mudam em situações de choque e grande pressão.
Em determinada cena um personagem questiona a bondade das pessoas e diz: "Contanto que as máquinas funcionem e o 190 atenda. Tire isso, deixe todo mundo no escuro e assustado e as regras se vão. As pessoas vão recorrer a quem quer que ofereça uma solução. Somos fundalmentamente insanos como espécie. Coloque gente suficiente num quarto e é só uma questão de tempo até cada metade começar a imaginar maneiras de matar a outra".
Não demora muito para que as pessoas dentro do mercado se dividam entre os que querem sair e enfrentar e os que tentam apontar os culpados pela situação inexplicável que enfrentam.
O final é algo impressionante e de dar raiva... Vale à pena assistir.

domingo, 21 de setembro de 2008

QUEBRANDO A BANCA


Alguém me ensina a jogar BlackJack (21)? Quero ir pra Las Vegas e ficar rico!
Hoje eu não estou muito inspirado então irei postar sem rodeios, isso é, sem muitos detalhes.
Assisti ao filme Quebrando a Banca nesse fim de semana e é realmente muito bom.
Uma comédia com aventura, mas nem vou tentar classificar porque não conseguirei.
Vamos à história: Ben Campbell é um nerd assumido que tem como melhores amigos dois outros nerds (um gordão de óculos e um magro) que também não possuem vida social.
Ben quer ingressar na faculdade de medicina de Harvard mas o preço, 300.000 dólares, é algo muito longe de sua capacidade financeira. Pra piorar existe ainda o lado psicológico: Quando Ben vai à entrevista pra tentar uma bolsa de estudos em Harvard, o cara (não sei o que ele é) pede pra que ele conte uma situação ou uma história que o faça "reluzir" diante dos outros candidatos. Mas ele não tem nada pois a vida toda só se dedicou aos estudos.
Eis que surge seu professor que, ao ver o ótimo desempenho do aluno nas aulas, o chama para ingressar em um grupo de estudantes que, todo fim de semana viajam secretamente à Las Vegas para jogar 21 (Black Jack, alguém me ensina?) e faturar milhões e milhares sem muito erforço.
Claro que não demora muito pra que a equipe seja notada e perseguida. começando então uma nova fase na vida de Ben.
Se é tão fácil assim ficar rico, eu também quero. Imagina poder comprar o que quiser, nada é muito caro pra você. Viver de festas e mais festas todo fim de semana. Nossa é muito bom. Mas só acontece no cinema. Que pena!

ATUALIZADO:
Isso aconteceu mesmo. São fatos reais. Foi mal =P

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Ensaio Sobre a Cegueira - FILME


O principal problema de Ensaio Sobre a Cegueira (blindness) é o seu maior triunfo: A forte influência de Hollywood na sociedade mundial. Talvez por isso a reação de alguns críticos ao filme dirigido por Fernando Meirelles tenha sido tão idiota. Algumas críticas do filme dão a impressão que o cara nem leu o livro de José Saramago. Afinal, o filme é para o livro assim como o livro é para o filme, sem exageros, só alguns cortes e pequenas adaptações que em nada interferem na história.
Vamos tentar entender melhor: Uma epidemia de cegueira atinge toda a população de uma cidade e, ao que parece, do mundo todo causando caos, morte e desespero, deixando a terra uma verdadeira selva de humanos selvagens. Ao ver a sinopse do filme muitos imaginam um filme ao estilo de Eu Sou a Lenda com o Will Smith, ou algo mais para Resident Evil. Com certeza muitos pensaram por um breve momento, que Juliane Moore, a única que é capaz de ver, pegaria uma arma e sairia dando tiros nas cabeças de cegos zumbis ao som de uma trilha sonora de rock pesado enquanto gritava "i hate you mother fuckers" ou algo assim.
Não, Cegueira não é um blockbuster, não é um filme de verão. Algumas pessoas chegaram à perguntar pro Fernando Meirelles por que "a Mulher do médico (Juliane) simplesmente não ajudou o marido à tentar descobrir uma cura para a doença?" Vai ver que ela estava muito ocupada limpando a bunda do marido ou guiando os cegos do manicômio ao banheiro e coisas desse tipo.
O filme é ótimo, segue sempre no mesmo ritimo e consegue passar a mensagem do livro da melhor forma.
A fotografia é um caso à parte, o farol de um carro que consome a tela no momento que o ladrão fica cego é perfeito. Afinal a cegueira é branca, todo mundo já deve saber disso.
É engraçado acompanhar os lugares que conhecemos na tela como a Marginal Pinheiros e a Avenida Paulista.
É também engraçado os figurantes de comercias de TV que aparecem no filme.
Mas Juliane Moore rouba a cena. Se não fosse por ela talvez o filme não tivesse o mesmo peso que tem. É cinema de verdade. Na melhor forma.

sábado, 13 de setembro de 2008

Harry Potter ou Hari Puttar?

A Warner Bros invadiu os tribunais indianos depois que um filme da Bollywood (hollywood indiana) infantil teve sua data de lançamento informada.
HARI PUTTAR estrearia nesta sexta, dia 12, mas teve de ser adiado por reclamações do estúdio americano.
O motivo é óbvio: o título dos filmes é "parecido".
Harry Potter teve seus direitos de reprodução cedidos (vendidos, emprestados, alugados...) a Warner Bros, portanto, ninguém pode fazer nenhum filme com esse título.
No entanto, HARI PUTTAR é bem diferente de HARRY POTTER. Mas e o medo? Vai que dá certo? Melhor é barrar agora. Deve ser isso que pensaram os caras da Warner.

Fonte:BBC news

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

STOP LOSS - A lei da guerra


Certa vez li uma reportagem sobre os jovens americanos que eram chamados pra servir na Guerra do Iraque. Muitos, quando voltavam pra casa, tinham pesadelos, viviam abalados psicologicamente até que, em alguns casos, cometiam suicídio.
Eu me lembro que foi na revista Rolling Stone que li algumas histórias desse tipo. De como esses caras demoravam pra se habituar novamente à vida normal. Tinha um caso de um cara que não conseguia esquecer das muitas viagens que fazia com o jipe do exército sobre uma estrada cheia de corpos, principalmente de crianças... O carro sacolejava sempre que passava por cima dos crânios...
Achei tudo aquilo muito triste e fui até mostrar pra minha mãe pra que ela lesse e chorasse um pouco (ela sempre faz isso). E o pensamento que me veio à cabeça foi que essas histórias dariam um bom filme. Eu já estava até vendo a frase "Baseado em fatos reais" na minha cabeça.
Bom, eis que surge Stop Loss. Já deu pra ter uma noção de como é o filme né. A história de um soldado que ao voltar da guerra e, aliviado por poder finalmente viver em paz, recebe a notícia de que tem de voltar ao Oriente. O cara não aceita, é claro... Mas aí surge a grande questão do filme: Fugir da obrigação e viver como um foragido em um país estrangeiro ou enfrentar mais uma vez a guerra correndo o risco de morrer à qualquer segundo e deixando pais e amigos preocupados?
É imprecionante que uma grande nação como os EUA se submeta à isso. Ou melhor, submeta seus jovens à uma vida dessas.

domingo, 7 de setembro de 2008

CENSURED

Os cartazes de O Procurado foram banidos na Inglaterra por uma dessas organizações que vivem fazendo isso simplesmente por trazer a Angelina Jolie e o James McAvoy armados. Segundo a tal associação, ao mostrar uma atriz desejada em um filme de ação armada e em poses sensuais o filme estaria trazendo um certo glamour à violência. Que coisa hein... E tem mais, certo diálogo do filme foi criticado quando o protagonista diz, ou manifesta, que se sente outra pessoa depois que virou um matador.

Realmente o filme glamouriza (existe esse verbo?) essa coisa de tiros, armas e derivados, mas nada que outras produções do gênero já não tivessem feito antes.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, o cartaz da nova comédia de Kevin Smith, Zack and Miri make a Porno foi censurado por um motivo ainda mais besta: uma leve brincadeira com sexo oral. O cartaz até ficou engraçado e eu acredito que qualquer um vai achar normal, mas os Estados Unidos, ao contrário da Europa, se preocupam mais com cenas de sexo, bundas e peitos de fora enquanto que os ingleses temem mais tiros, sangue, tripas e corpos em decomposição.
Ironicamente, nos EUA cartazes de filmes como Jogos Mortais são liberados enquanto que uma simples brincadeira de sexo é barrada.
Ninguém é burro o suficiente pra sair do cinema matando todo mundo e se achando a Angelina Jolie né (epa...)?

Perguntinha do Fantástico: Se você acha que as Organizações estão certas e que essas imagens, mesmo se tratando de ficção podem influenciar as crianças ligue para 0800 - 456 - 789.


Fonte: Brainstorm#9, Omelete

domingo, 31 de agosto de 2008

INTO THE WILD




Eu já andei dizendo pra algumas pessoas que tenho muita vontade de botar a mochila nas costas e sair sem rumo pelo mundo. Quando eu era mais novo os livros Caninos Brancos e O Chamado da Selva (ou floresta?) do Jack London ajudaram à alimentar essa idéia maluca mas muito interessante dentro da minha cabeça oca.
Eu não vou usar o clichê "Me identifiquei com o personagem" desta vez, até porque as motivações seriam totalmente diferentes.
Na Natureza Selvagem, narra a real e dramática história de Chris McCandless que poderia ter tudo, mas escolheu um caminho totalmente inverso.
O diretor do filme (e também ator) Sean Penn ouviu os familiares e amigos de Chris McCandless, além de se basear no livro de Jon Krakauer que refez a jornada do aventureiro, para fazer um filme realista e emocionante.
Aos 22 anos e recém formado Chris "foge" de casa sem avisar os pais ou a irmã com uma única idéia na cabeça: Chegar ao Alasca.
No caminho conhece pessoas e faz novos amigos sempre deixando sua marca por onde passa.
O que chama a atenção é a doidera do personagem em doar todo seu dinheiro pra caridade e não se apegar à nada material (ou quase nada) acreditando que o essencial para a humanidade nem sempre está nas sociedades. Aliás, foi disso que Chris fugiu, da sociedade e dos problemas de seus pais.
A fotografia dispensa comentários (nem sei o que escrever pra ser sincero, mas é muito bonito) e as atuações emocionam, principalmente a do velho solitário que vive no meio do nada sem mulher e sem filhos, não vou me lembrar do nome do personagem, mas sei que se trata de um ator que concorreu ao Oscar e é um dos últimos que Chris encontra em sua jornada. Esse velhinho merece um abraço só por conseguir fazer do personagem um tipo de vovô que a gente só vê nos programas infantis ou em especiais de fim de ano. O cara mandou muito bem.
Emile Hirsh incorpora muito bem por sinal o protagonista.
Sem mais o que declarar, Na Natureza Selvagem é um filme que transcorre sem pressa, sem ação, sem alarde... É um drama de paisagens exuberantes sobre amadurecer e escolher seu estilo de vida, pois todos sabemos, mais cedo ou mais tarde que "Felicidade só é verdadeira quando compartilhada".

terça-feira, 26 de agosto de 2008

SE É PRA FORÇAR QUE SEJA BEM FEITO




Quando eu comecei esse blog a idéia era escrever sobre tudo o que fosse possível: Filmes, músicas, séries e derivados.
No entanto muito se passou e eu me acomodei, não postei nada sobre BATMAN: O Cavaleiro das Trevas, Kung Fu Panda, A Caçada e outros filmes que ví nos últimos tempos.
Às vezes é mais fácil escrever de coisas que a gente não gostou, o que não é o caso de O PROCURADO.
Como eu disse no Título, se é pra forçar que seja bem feito, o filme arrasa tanto quanto exagera nas leis da física.
Nunca fiquei tão empolgado com tantas mortes, sangue e o mais impressionante: com balas que fazem curva no ar.
Imagine você disparando um tiro da janela do seu quarto e atingindo o alvo do outro lado da cidade. Ou ainda pra ser mais impossível, imagine um cara que é capaz de bloquear as balas do inimigo com tiros de seu revólver, como se atirasse em mosquitos, as balas se chocam no ar.
Meu pai, há essa altura do filme estaria reclamando e com certeza já teria se levantado e se retirado da sala de exibição. Mas que graça teria se tudo nos filmes fossem verossímeis?
Claro, eu tenho bom senso, não me empolgo com qualquer coisa, por isso é que vale a pena assistir O PROCURADO, tudo é perfeito, da trilha sonora à cenas de ação, do humor ao drama.
Efeitos especiais nem se fala... As perseguições então... Cara vai logo assistir esse filme!!!
E se tudo não for suficiente, ainda tem Angelina Jolie pra subir a temperatura.
Ainda acho que ela está muito mais sexy em Sr. e Sra. Smith, mas vê-la pilotando um carrão ou escalando um trem enquanto dispara tiros precisos sem nunca errar o alvo é sem dúvida de tirar o fôlego.
Vou tentar colocar a trilha sonora do filme no blog, portanto se você estiver ouvindo uma música é porque eu consegui... Caso não esteja ouvindo nada já sabe, ainda sou um amador.

Atualizado: Dê um play no player acima do post pra ouvir uma das faixas da trilha sonora do filme.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

INDIANA JONES!!!



Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal!!! Afinal, o que há de tão inovador e impressionante na volta do arqueólogo e professor aos cinemas? A resposta é simples: Nada.
O novo Indiana Jones segue a cartilha dos anteriores, principalmente com "Os caçadores da Arca perdida", o que não necessariamente significa que o filme seja ruim.
Sem enrolar muito, "O Reino da caveira de cristal" me chamou à atenção por suas cenas de ação, muito bem coreografadas e produzidas, em especial a perseguição no meio da floresta, a luta de "Jones Jr" e de "Cate Blanchett" com cabelo de playmobil sobre os jipes em movimento. É uma sequência divertida, entretenimento do começo ao fim. Aliás, esse foi pra mim o diferencial deste filme em relação aos outros. A ação e o humor dos personagens está mais natural. E ficou claro que Shia Labeouf chegou pra dar novo fôlego ao já cansado Harrison Ford que, apesar dos anos nas costas ainda se sai bem com o chapéu e o chicote do personagem. Mas o evidente destaque de Shia me deixou com a impressão de uma boa jogada de marketing. O que não comprometeu o filme, ele só ganhou com isso. Os defeitos e as analogias deixo para os fãs da série. Fico com a ação e o humor que pra mim valeram muito mais à pena.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

GO SPEED RACER GO!!!!!!!!



Speed Racer, o anime criado por Tatsuo Yoshida, fez enorme sucesso nos anos 60. A história todos já conhecem: O jovem Speed Racer é um piloto famoso que, sempre à bordo do match 5 (seu carro), enfrenta as mais diversas aventuras nos lugares mais inusitados. A trilha sonora do desenho marcou época e hoje, não é difícil ouvi-la nos muitos jogos e vídeos nostálgicos (existe essa palavra?) pela internet.
Do desenho, confesso que me lembro muito pouco. Sei que já assisti alguns episódios, não foram poucos... Mas não me lembro de detalhes.
Hoje, após viajar mais de uma hora e descobrir que não haveria aula, fui ao cinema. Na minha cabeça só havia uma coisa: Não vou perder a viagem por isso vou assistir Speed Racer.
Milhares de crianças na fila. Atraso de 15 minutos para o início da corrida (hehehe piadinha sem graça). Eu pensava: Essas crianças não vão calar a boca durante o filme.
Grande engano!!! As crianças são muito mais comportadas que os adolescentes no cinema... De agora em diante só vou assistir à grandes lançamentos dublados, pois as crianças são muito mais educadas. (eu exagerei um pouco... mas voltando ao filme).
Dos mesmos criadores de Matrix, os "Wachowskis brothers", mais conhecidos como os irmãos anti sociais de Hollywood, e produzido por Joel Silver, Speed Racer (agora sim, o filme) é, na minha ingrata opinião, muito bom!!! E ainda coloco três pontos de exclamação no final pra dar mais ênfase "!!!"
O filme é sim colorido demais, atualmente foram descobertas 5 novas cores em speed racer que não existiam no nosso mundo (outra piadinha sem graça)... Mas o fato é que as cores e o visual deixou o filme com cara de desenho... O que facilitou e muito a ligação com o anime de 1960.
Além de ser visualmente bonito, o filme possui uma história que prende (oq? não te prendeu?... azar o seu, eu me senti preso).
As piadas são infantis... Mas estamos falando de uma adaptação de um desenho, não podia ser diferente.
Mas a grande atração são as corridas. Claro... As corridas são o prato principal deste filme. A ação é muito bem desenvolvida e a edição é perfeita, dando emoção ao filme... Aliás emoção é o que não falta. O filme todo é muito emocionante.
A trilha sonora continua ótima, os efeitos grandiosos. Speed Racer é perfeito. Diversão garantida. Muito se falou dos exageros e dos carros que fazem "acrobacias" durante as corridas. Antes de entrar no cinema, tenha em mente que na vida real carros não saltam ou escalam montanhas, mas se tudo fosse realista demais seria sem graça, e não seria Speed Racer.




"PULADOR"


Filme pipoca de férias... (apesar de ter estreado em março).
Jumper, do diretor Doug Liman, traz um elenco bastante conhecido: Hayden Christensen (o Anakin Skywalker), Samuel L. Jackson ( Ah, ele vc sabe quem é), Diane Lane ( A loira... =P) e Rachel Bilson, essa sim merece um comentário: A presença da Summer do The OC no filme foi um fator que influenciou na minha ida ao cinema.
Por se tratar de um filme de Doug Liman, de Identidade Bourne se não me engano ( que é um puta filmaço com o perdão da expressão), acreditei que Jumper seria um bom filme, assim como seu "colega de direção". No entanto, em matéria de roteiro, é bem inferior. Mas... Por outro lado, se você encarar como um filme descompromissado, sem muito alarde, você, assim como eu, não se decepcionará. Afinal de contas, é isso que Jumper é, uma diversão de fim de semana.
A história eh de David, um cara que descobre aos 15 anos de idade que tem o poder de teportar-se (ou teletransportar-se?).
E com isso ele faz o que muitos de nós faríamos com esse poder (não, não estou falando de salvar o mundo): roubar bancos.
Isso é só o começo. David descobre que faz parte de uma nova "linhagem" e que precisa fugir pra escapar dos Paladinos, caçadores de Jumpers.
Sem mais explicações o filme segue com efeitos especiais muuuuito bons, melhores do que eu imaginava. A luta final é a melhor. Os caras não economizaram no teletransporte e o resultado é bem divertido.
=)

LUZ DO SOL

Assisti ao filme Pequena Miss Sunshine no último final de semana e achei interessante comentar. Confesso que tinha um certo preconceito com esse filme, sei lá, acho que é porque tem muito amarelo =PA verdade é que se trata de um drama engraçado e muito interessante. A história da família que viaja até a Califórnia pra realizar o sonho da filha mais nova de ser coroada miss sunshine.O filme fala de superação, união e da importância da família no sonho de qualquer criança.
Valeu!

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O Combo 7 surgiu como forma de expressar o amor pela sétima arte e para discutir entretenimento em geral. Aqui ninguém possui conhecimento técnico em cinema, música ou televisão. Somos meros estudantes de comunicação apaixonados pelo mundo da ficção e os prazeres que ele nos oferece.